terça-feira, 24 de dezembro de 2013

"No encontro eu vi..."

Por Fábio Jordão (CJ-RN)

No encontro, eu vi... Jovens de todo canto, do norte ao sul desse país. Pude ver as inúmeras adversidades nas chegadas de todos à grandiosa festa. Percebi que trabalhando em grupo, unificamos problemas e integramos forças para um bem comum.

Lá se via personalidades, jeitos e manias, correntes de pensamentos, ideias e atitudes diferentes, lá se via História, em sua essência. Uma história de luta, de conquistas, de enfraquecimentos, mas de ascensões avassaladoras.

No encontro, eu vi... trocas de saberes. Ah sim, vi o compartilhamento de pensamentos e ideais. O mundo parecia estar ali, entre nós. E lá estava, um mundo que construímos, repleto de culturas enriquecedoras, de vivências encantadoras.

As discussões foram um tanto exaustivas, mas sem dúvida alguma, construtivas! Por vezes, tomavam rumos lineares, isso mesmo. Não tinha fim! Alguns desentendimentos, divergências políticas, busca pelo protagonismo, geraram insatisfações que, ficaram evidentes em falas que buscavam manter a ordem. O exímio dom de saber ouvir, deveria prevalecer, pois PQP, ninguém falou que seria fácil.

No encontro, tive a graça de presenciar, as exposições, as jornadas de cada galhinho da árvore “Coletivo Jovem Brasil”. Falamos sobre o que enfrentamos, como também o que construímos. Quais foram as lutas, as batalhas, as intervenções? A resposta resplandecia no aspecto de cada um, em olhares profundos sobre pessoas que retratam o que é o Coletivo Jovem e, como ele chegou a sua primeira década de existência.

Movimento social, ou Política pública? Ambos, ou nenhum? Tudo, ou nada? E foi surgindo um afável consenso, pois reinou não a doutrina do “ser”, mas sim, a efervescência do “se sentir”. Não havia papéis hierárquicos, nem roteiro algum. O encontro era nosso. Digno de esforços incomensuráveis de pessoas que sem dúvida, jamais sairão do meu coração. Um Hoooow pra todos vocês e pra todos nós.

As dinâmicas e atividades lúdicas... como poderia esquecê-las!? Foram os momentos pulsantes do nosso encontro. Todos se envolviam, deixavam-se levar, se jogavam na proposta! Kkk. Quão especiais foram os momentos de risadas, como também os de reflexão. E não importava donde fosse, quantos estavam, fazendo chuva, sol ou vento, não importava o movimento pra todos entoarem em uma só voz: “ABRAÇO COLETIVO” !!! Um calor humano tão maravilhoso, com poder de elevar o espírito, todos gritando, todos cantando, abraçando, apertando, “vivendo a diversidade da juventude ambientalista no Brasil”, o nosso lema virara nossa filosofia de relação e interação uns com os outros.

No encontro, eu vi... O aquém e o além de um sonho, vi também que jamais haverão limites para sonhar. Depois de estar sempre distante fisicamente, o movimento mais lindo do Brasil, se via como um todo. A garra e firmeza em debater questões controvérsias com representantes do governo, eram surpreendentes. Todo momento era digno de vasta riqueza, não física, ou material. Mas sim, uma riqueza que ultrapassa os recônditos de nosso ser, aquela que muda o mundo.

A capoeira, a arte, o teatro, as múltiplas manifestações culturais, os GIN’s, as farras na noitada, as produções, as contradições, as concordâncias (os how’s), a construção do conhecimento como ponto focal de uma juventude ambientalista, fizeram e tornaram um sonho distante, em um I Encontro Nacional do Coletivo Jovem de Juventude e Meio Ambiente... Se a luta continua, estamos aí. Conversa fiada! Quem saiu de sua casinha, teve energias admiráveis para ajudar no que fosse preciso, quem faz parte dessa linda história - #CJ10Anos, os felizes que vieram à festa, quem conhece e sabe que tudo não é perfeitinho como está nessas reles palavras, nem como a maioria quer passar... Pra quê esconder a realidade? Quem é Coletivo Jovem de Juventude e Meio Ambiente, vive intensamente pregando e sabendo que a luta nunca hei de ter um fim.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CJs debatem redes, educação ambiental e comunicação

Repórter: João Renato (CJ-AC).

A sala Barú, na COEPi, em Perinópolis (GO), sediou, no dia 17, um momento de vivência e diálogo para debater a transversalização da Educação Ambiental frente a atuação dos CJs, momento em que cada um colocou como vê o CJ e seus espaços de articulação política. Também foi realizada uma roda de conversa com o tema "CJs e sua forma de organização – Comunicação, Redes e Conexões", momento de dinâmica guiado pelo CJ-GO.

A educação ambiental, tema debatido pelos CJs, tem por objetivo maior gerar uma consciência ecológica em cada ser humano, tendo como preocupação oportunizar um conhecimento de fácil compreensão e grandes consequências, alcançando a mudança de atitudes dos seres humanos no que se refere à proteção ambiental.

À exemplo dos meios de comunicação utilizados antes e durante o ENCJ, para a discussão de propostas e criação de laços entre os integrantes dos grupos, no segundo momento das atividades desta tarde, o tema que esteve integralmente relacionado às novas tecnologias, à cibercultura, às organizações sociais e à teia da vida.



Pela Manhã


Após serem definidas as equipes finais das comissões que ajudarão o ENCJ a ser desenvolvido e da apresentação das regras de convivência, os participantes do ENCJ se reuniram em grupos para descrever de maneira sintética a real situação dos núcleos estaduais. Em resposta a cinco perguntas relacionadas ao desempenho, equipes de coordenação, metas e parcerias realizadas, os representantes conseguiram expor suas necessidades e propostas para melhorias efetivas.

Mensagem da Michèle Sato ao Encontro Nacional dos CJs

Inicio esta curta mensagem lembrando de Nelson Mandela, guerreiro como vocês que soube escrever uma história tão eloquente ao mundo! Seus princípios, sonhos por justiça e, sobremaneira, sua capacidade de indignação contra as injustiças do mundo. Assim vejo os jovens: revolucionários, ativos, brigando por mundos melhores e sem perder a esperança. 

O mundo deve muito aos jovens, desde fatos históricos como a contracultura, que forjou mudanças na hegemonia e fez florescer a educação ambiental, a educação espiritual, a sexualidade e a transcendência da droga, sexo e rock and roll. É com este legado que agradeço o carinhoso convite para mandar essas palavras, assopradas pela brisa que ora toca meus pensamentos.

Neste encontro de vocês, há muito o que celebrar e gritar, mas certamente há muito o que silenciar também. Silêncio pelas dores dos que sofrem, da árvore que cai ou da poesia que não teve tempo de ser emanada... O que ficará deste encontro tornará a memória mais bela, já que somado ao que somos, adicionamos as energias alheias. E assim espero que este evento celebre o que há de mais forte na luta de vocês, na capacidade de transgressão, lutas, sonhos e caminhos. 

E seu um dia o cansaço chegar, que a boa brisa assoprada no pretérito consiga impulsionar os sonhos do amanhã. 

Carinhoso abraço para todo mundo, e 2014 com esperanças! Sempre por ela! 

Mimi 
17/12/13
(em Cuiabá-MT)

Caçadores de Bons Exemplos conhecem os Coletivos Jovens de Meio Ambiente

O Coletivo Jovem de Pirenópolis em plena organização do Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente foi recebido pelos Caçadores de Bons Exemplos. Um casal que cansou de ouvir histórias e notícias ruins e resolveu tomar uma atitude…venderam seu apartamento e saíram em uma viagem de 5 anos (2011/2015) pelo mundo em busca de bons exemplos. Pessoas que fazem a diferença na comunidade que vivem, executando algum projeto social.


Link da matéria:

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CJ's apresentam suas realidades locais!

Pirenópolis, 17/12/2013 (Por Tiago Lincka).

Bom dia!

Nesse segundo dia de atividades do Encontro Nacional dos Coletivos Jovens, realizado em Pirenópolis/GO, começamos nossas atividades com uma conversa sobre o Encontro, depois fizemos os nossos acordos de convivência. Em seguida falamos da composição de cada equipe, solicitando a participação de tod@s do encontro em equipes na qual se identifiquem ao passo em que foram explicadas as tarefas de cada equipe (receptivo, traslado/transporte, logística, metodologia, comunicação, produção cultural e secretaria).



Nesse exato momento, estamos no momento de Bate-papo entre os CJs, com o direcionamento de 5 questões:
1. Como o CJ se organiza no meu Estado? Há um modelo organizacional? Há coordenador(es)?
2. O CJ está presente em quais municípios de meu Estado?
3. Quais foram as ações ou projetos interessantes desenvolvidas? Conte-nos resumidamente.
4. O CJ participa de outras redes ou movimentos? Participou de alguma Conferência (IV CNIJMA, IV CNMA, etc)?
5. Há algum projeto, encontro ou ação prevista para o próximo ano?



Momento este em que cada CJ se reuniu por estado, dialogaram sobre as questões acima e estão apresentando ao grande grupo a realidade local de seu estado.



Na próxima etapa, o bate-papo será regional.





domingo, 15 de dezembro de 2013

Confira a Programação do ENCJ


Saiba tudo o que vai rolar na programação do Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente! Fique de olho no nosso blog, pois divulgaremos o link da Transmissão Ao Vivo de vários momentos!

Clique Aqui: PROGRAMAÇÃO


#clipping ENCJ é noticia no RS

Nicolas Cauê Mattana, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Martins Rangel, da localidade de Olhos D'água, interior de Taquara (RS) será um dos participantes do ENCJ.

Confiram a notícia sobre a participação de um dos elos do Rio Grande do Sul no Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, no Portal da Prefeitura de Taquara.

#clipping ENCJ é noticia no RS

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

“Vem, Vamos à luta”: Acorde, Viva, Seja a mudança que você quer ver.

“Vem, Vamos à luta”: Acorde, Viva, Seja a mudança que você quer ver.

O ano era 2008. E lá estava eu estirado na cama, dormindo insaciavelmente. Quando minha mãe acordou-me: “Fábio, tem gente chamando”. Era a diretora de minha escola que veio a minha casa, estava me chamando para participar de uma reunião, ou sei lá o que. Estando em cima da hora, me vesti compulsivamente, nem deu tempo para o café... ao menos tomei um banho Kkkkk Lembro que mamãe deu-me 10 reais, e disse: gaste dois. Kkkkk. Seria o meu primeiro contato com a Educação Ambiental e, logo a nível de microrregião, pois havia ocorrido na DIRED, era o Seminário preparatória para a Conferência de 2009. Sai de lá em êxtase, eu seria o cara que representaria a minha escola e a minha região. A pouca idade (12 anos) não interferia, não havia receio de manifestar-me nas discussões. Nunca antes eu havia pensando em ir à capital do país, agora a oportunidade não era somente essa. Eu poderia ver, compartilhar, constituir, dedicar-me, emocionar-me, defender e viver o nosso doce lar, o nosso incomensurável meio. Poucos foram os momentos que desabei em lágrimas, eu não faria parte da delegação, a imaturidade me fez sentir opaco por dentro, o sentimento de injustiça arraigava-se no peito meu. Por outro lado, na verdade o bom lado, a experiência da conferência Estadual me transformou por completo. Como as discussões que tangem o meio ambiente, podem enriquecer visões e opiniões políticas, sociais, culturais, econômicas e magnamente pessoais? Eu não me detinha a responder, apenas vivia e sentia o meio ambiente no epicentro da minha existência. Muitos delegados da minha época deixaram-se levar por outras coisas, com tantos problemas talvez tenham esquecido os momentos exímios que viveram. Sem dúvida, a Educação Ambiental no RN estava em crise. Quando em 2010, haveria o “chamado”,  nos possibilitando um reencontro e eu junto com alguns conhecidos, ‘tornaríamos’ CJ’s, o grupo se fortaleceria, juramos ir à luta para sempre e sempre. Nesse encontro, tive a chance de representar o nosso grupo - CJ-RN, fui eleito através dos nossos princípios, a II Conf. Estadual de Juventude fora maravilhosa, debates incríveis sobre políticas públicas (que envolveu partidária também, :(( ). Sempre estive atuante nos eventos da minha cidade, da minha escola, região e estado, focando a temática socioambiental.

Depois de um considerável atraso, ao passar turbilhões de problemas, era chegada a hora de Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis. Eu não conseguia descrever o orgulho que era ajudar no que fosse necessário para que a conferência pudesse acontecer e, funcionar mais uma vez como instrumento transformador de vidas. Cada etapa foi linda, eu pude dar minha parcela de contribuição até a estadual, me emocionei com o desenrolar desta. Eu conseguia me enxergar naquelas dezenas de jovens... A nossa conferência foi um show inesquecível e, a nível nacional superamos todas as adversidades para fazer a maior de todas.

Cinco anos passados, depois daquela manhã de uma visita inesperada, vejo-me como um bom fruto da Conferência que, apesar de ter me deparado com algumas injustiças, é mais que um reles evento, é uma vivência de mudança de pensamentos, quebra de atitudes má intencionadas em relação ao nosso meio e, ‘libertadora’, por excelência. Foi um pouco difícil ter uma voz ativa no grupo, rs, mas eu fui chegando e me inteirando até que consegui o espaço dentro do CJ-RN que, sempre sonhei. Eu estarei no ENCJ, levando comigo um pouquinho de cada guerreiro desse bando. A imensa emoção supera as lágrimas de outrora, faz meu ser gritar veementemente que sempre valerá a pena continuar, mesmo quando todos ao seu redor abandonarem a eterna luta que é, ser um protetor do chão que pisamos, do ares que respiramos, das águas que nos ‘alimentam’; um sonhador de um futuro repleto de CJ’s, com a essência de ser mais um na resistência de um mundo sem vida.

“O que sinto é bem mais lindo e maior do que falo, o que já vivi no coletivo ultrapassa os recônditos do meu “eu” como agente transformador do mundo. Sinto-me forte pra ir à luta, à viver intensamente o movimento mais lindo do Brasil, sou Coletivo Jovem pelo meio ambiente do RN”.


Por Fábio Jordão (CJ-RN)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Se as pessoas bem soubessem, valorizariam os sonhadores, pois eles é que mudam o mundo, sempre eles!!!

"Ser CJ passou a ser um sonho pra mim em 2008. Eu era uma das tantas delegadinhas que participavam da I Conferencia Estadual Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em Fortaleza, quando tive o primeiro contato com o CJ daqui... Fiquei encantada com aquele grupo de jovens que nos cativou tanto, que nos ensinou tanto, e descobrir que também eu queria cativar, ensinar, fazer parte daquela historia que pra mim estava apenas começando... Fui selecionada pra Nacional, em 2009, e aí foi que eu passei a compreender melhor o funcionamento de um CJ, conheci muita gente boa de todo o Brasil, e aquele sonho foi crescendo dentro de mim... Não é segredo pra ninguém que participar de uma Conferencia Nacional Vamos Cuidar do Brasil é uma experiência que muda a vida de quem tá lá, e muitas das sensações que eu guardo daquela semana mágica eu devo aos CJs que estiveram conosco nas oficinas, grupos de discussão, enfim. Até “grito de guerra” teve: “Eu vou ser CJ, Eu vou ser CJ, Eu vou ser CJ...”, eu vou ser verdinha (já que naquele tempo a ‘batinha’ dos cjs era verde), eu quero que lembrem de mim um dia como eu vou lembrar dos Coletivos... Voltei pra casa com aquela sede, eu senti que podia me articular e criar coisas maiores aqui onde eu moro (que é uma cidade com uma saída só, quase o fim de uma estrada, na pontinha do Ceará quase junto do Piauí). Passou um tempo e comecei a me articular com o CJ Fortaleza, em encontros pós-conferencia (a essa altura eu já tinha participado da Confint e percebido melhor o potencial que eu tinha pra mobilizar escolas parceiras, comunidade...), e nós, aqui em Camocim, decidimos criar um CJ... lá vem reuniões e reuniões, afinal, era uma ideia nova, que precisava ser debatida pelo grupo, adaptada, modelada por nós para que nós pudéssemos trabalhar nela... Vieram os primeiros projetos, mobilização informativa pro Carnaval (cidade litorânea sofre muuuuuito nessa época), semana de meio ambiente, congresso de educação ambiental, acompanhamento das Com-Vidas nas escolas, e fomos criando e nos mobilizamos o tanto que pudemos. Só que aí nós vimos o quanto é difícil ser um ponto focal e muitas vezes não ter aquele apoio todo, nem é tanto a questão estrutural, é mesmo uma questão de confiança das pessoas, gente que acredite no nosso trabalho... Tudo bem que as vezes precisamos de um material, de algum recurso pra formações, encontros de rede, mas no fundo o pior é não ter sempre credibilidade e ser, de certa forma, ridicularizado por ser Jovem, taxado de imaturo, um sonhador qualquer, com desdém... Se as pessoas bem soubessem, valorizariam os sonhadores, pois eles é que mudam o mundo, sempre eles!!! De uns tempos pra cá, as mobilizações ficaram mais complicadas, pois nossas atividades coincidiram com a entrada de alguns na faculdade, ou no mundo do trabalho, e na vida às vezes a gente precisa escolher um foco, uma meta, e nem sempre dá pra conciliar. Só que o sonho não morreu. Ele permanece vivo e batendo forte no coração, e grita que quer ser CJ e ajudar a mudar, pra melhor, o mundo (: No mais eu desejo toda a energia positiva possível pro ENCJ e parabenizo a equipe de articulação pelo desenvolvimento desse trabalho lindo (e lá no comecinho dos trabalhos eu tava por aí, kkkkk), e torço para que seja um momento mais que propício para fortalecer os educadores ambientais aí presentes, dar impulso aos trabalhos já desenvolvidos por nossa juventude, e capilarizar ainda mais as atividades por todo o nosso país, potencializando discussões e ações transformadoras. É isso, abreijos da Nandy"

Por Anannandy Cunha (CJ-CE)

domingo, 8 de dezembro de 2013

CJ: Uma grande constelação de sonhos....

"Inicialmente não entendia bem o que era ser CJ, apenas sentia que devia participar, uma voz dentro mim gritava forte para participar do CJ e que isso de alguma maneira mudaria muita coisa em minha vida. Em 2006 participei da formação de educadores socioambientais do Programa de Educação de Chico mendes. Dentro dessa formação, teve uma oficina de formação de coletivo jovem ministrada pelo CJ Flecha de Luz. Assim, com a motivação dos presentes nessa formação nasceu o CJ Caiçara. A partir dessa vivência, descobri que amo trabalhar questões relacionadas com o meio ambiente. Assim, escolhi estudar Engenharia Ambiental. Hoje faço parte do CJ-PR e estou articulando um grupo aqui em minha cidade, Francisco Beltrão, para formar um CJ, conversei com alguns amigos e eles estão bem animados, o CJ Gralha Azul está se formando heheheh Tal nome foi escolhido por ser o símbolo do Paraná e também pela sua interessante lenda, que nos diz que a Gralha Azul ficou responsável em plantar a semente do pinhão pelo estado e que pelo seu dedicado trabalho ganhou de presente as suas lindas cores. Assim, queremos fazer aqui, plantar uma sementinha dentro de cada pessoa que passar pelos nossos caminhos. Hoje eu sei o que é ser CJ, e amo muito ser Cj! Vejo o CJ como uma grande constelação de sonhos, cada pessoa dentro de si tem muitos sonhos, sonho de mudar os espaços ocupados, sonhos de paz, sonhos de conquista... Um grande poeta disse que o sonho alimenta nossa alma. Hoje, pra mim, CJ é um sonho que se torna realidade através de cada pessoa que trilha os caminhos desse movimento."

 "O sonho encheu a noite Extravasou pro meu dia Encheu minha vida E é dele que eu vou viver Porque sonho não morre." (Adélia Prado)

Por Luanna de Mello (CJ-PR)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O CJ Brasil está aqui... e você?





E ai... você já deixou seu pontinho no Mapa dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente? Trata-se de um ecomapeamento para identificamos os integrantes do nosso movimento pelo País.

Para participar é simples, bata entrar no link do MAPA DOS CJs e deixar seu nome e seu contato. Cada pessoa do CJ vai marcando seu pontinho e o nosso mapeamento vai sendo construído. 

Orientação:
- No canto superior esquerdo, tem o ícone de um balãozinho. 
- Você clica no ícone, depois clica no mapa, na localização desejada. 
- Depois é só editar o campo com nome completo (CJ-Estado) e contato e salvar.
- Todo mundo pode ter acesso e editar
- Vamos ter cuidado pra não sair apagando os balõezinhos dos outros.

domingo, 1 de dezembro de 2013

IV CNIJMA: O ENCJ já começou...


CJs de todo o País facilitaram a IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em Luziânia-GO. Durante a Conferência, em vários momentos de encontro dos CJs o ENCJ esteve em pauta, assim como os ciclos e caminhos percorridos pelo movimento no Brasil!

Um dos frutos deste trabalho, você encontra aqui:

A utopia que não deve morrer

"A utopia que não deve morrer, foi a sensação que tive durante os processos de conferência, o questionamento, a imposição, o conflito, a estratégia, a preocupação com o outro, ser e participar do Coletivo Jovem é ter amor a causa, deixar o egoísmo de lado, conhecer outras características muito diferentes da nossa, se sensibilizar quando alguém precisa de ajuda, senso de humanização efetivo, escutar críticas absurdas ou não. Lutar pela inclusão de todos, e não de poucos privilegiados, ter objetivo dentro de uma prática de mobilização elencados ao protagonismo juvenil que somos jovens e sabemos ter coragem para descontruir que todos que moram em lugares distantes não têm oportunidade, desvencilhar essa atitude fragmentada de que todos são flagelados e jovens não se interessam pela participação política, os Coletivo Jovens de Meio Ambiente me ensinou que ser transformadora social não é ser autoritária mais sim diante das informações que temos ocupar espaços que por direitos e garantias levam nossas ações, combatendo de toda forma a exclusão."

Por Karla Gouvâ - CJ-PA

domingo, 24 de novembro de 2013

O CJ é um momento único na vida!

CJ em 2003 momento único em minha vida!!! Muitos conhecimentos, lições, etc... ÚNICO - Ano em que completei meus 18 anos e que vivi a melhor e maior experiencia da minha vida (fizeram até festa ..hhahah)!! Não sou muito boa de expressar assim as palavras, só sei que CJ pra sempre!! Muito orgulho de fazer parte dessa família!!!

#Cj10anos
Por Mônica Souto (Ex-CJ-RN)

CJs são facilitadores da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente



Confiram o vídeo da abertura da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente!


Um pouco de poesia que vem do coração!

 A energia está no ar, vamos comemorar! A final, são 10 anos de história para contar... segue a Poesia do jovem Alexandre Alves, do Coletivo Jovem de Pirenópolis-GO.


CJ


CJ é amizade
É grande
É coletividade.

CJ é magia
É lindo
É alegria.

CJ é amor
É gigante
É fortalecedor.

CJ é acolhedor
É fraternal
É transformador.

A juventude
Abraça
Se mobiliza
Se articula
Faz
Na luta
Na raça.

O EEJMA* é prova clara
Com muita energia
Amor, amizade
trabalho e
Coletividade
O encontro aconteceu
Foi felicidade
Articulação
Trabalho
Brincadeira
Construção
Aprendizado
Sustentabilidade
Discussão
Vivência
Amor
Mobilização
Continuidade
Divertimento
Riso
Abraço
Emoção...

Por Alexandre Alves membro do CJ-GO


* Encontro Estadual de Juventude pelo Meio Ambiente, realizado em Goiás pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente, que em 2013 realizou a sua 6ª edição em comemoração aos 10 anos do CJ-GO.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Vakinha continua! Faça parte!

Amig@s,

Para quem ainda quiser e puder ajudar no Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, estamos recebendo apoios diretamente nesta conta bancária:

Agência: 1114-2 
C/C: 18860-3 
Banco do Brasil 
Comunidade Educacional de Pirenópolis.

Ajudem a divulgar! Qualquer quantia, ajuda!

Tem caipira sequestrando moto-serra... um pessoal do CJ

- “Tem caipira sequestrando moto-serra”
- “Uau!! Que massa, e quem são?”
- “Um pessoal do Coletivo Jovem, muito legal”
- “E como faz pra participar?”



Foi assim que eu descobri o movimento, por coincidência. Meu primeiro ano de graduação e um grupo de amigos que dividiam as mesmas idéias, foram elementos essenciais nessa imersão no que eu chamo de Movimento da Juventude Ambientalista. Alguns meses depois fomos “convocados” para a I Conferência Estadual Infanto Juvenil de Meio Ambiente, este era o ano de 2008.
Lá conheci outros caipiras, caiçaras e metropolitanos. Não sei bem explicar o que aconteceu, mas a relação que estabelemos entre nós de compromisso,respeito e alegria foi mais do que suficiente pra me encantar. Foram 3 dias de trabalho intenso, com 2 hrs dormidas por dia, e alguns breves GIN’s. Os delegados tambem foram um caso a parte, me despertaram pra necessidade da Educação para a luta de um anticorpo de gaia.

Bom, desde então sou um Caipira assumido. Foram até aqui 5 anos de muito aprendizado, muitos processos políticos importantes, descobertas e redescobertas, aprofundamento conceitual, conflitos, encontros e reencontros, relações com outros movimentos sociais e muitas discussões. Acho que o CJ-Caipira foi e é, pra mim, uma grande escola temporária e autônoma e me ensinou que é preciso nunca parar de aprender. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

#clipping ENCJ é notícia no Acre

João Renato será um dos
participantes do ENCJ
Confiram a notícia sobre a participação de um dos elos acreanos no Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, no Portal Acre 24 Horas. Seja bem-vindo, João Renato Jácome.


Há um mês da realização do ENCJ, é hora de mostrar todo ânimo na reta final da mobilização em todo canto do país. E, você, tem notícias de sites, blogs ou páginas da mobilização do ENCJ no seu município ou estado? Envie para encj.organizacao@gmail.com

domingo, 27 de outubro de 2013

1 ano no CJ pode corresponder a 10!


Bom, o que dizer dessa experiência? Em 1 ano vive 10, pois o que pude aprender e compartilhar com outros jovens do CJ e das Com-Vidas criadas pelo estado de MT, me proporcionaram esses momentos. Saber dessa longa trajetória que o Coletivo tem é sentir a responsabilidade que nós, os mais recentes, temos com as próximas pegadas... Nesse 1 ano, revisamos a Lei Estadual de Educação Ambiental, Conheci os Índios do Xingu no Encontro Ecológico que aconteceu lá, reuniões e mais reuniões da CIEA-MT, visitas na SEMA e SEDUC constantes.. esse ano representei o CJ na COE para a CNIJMA, pude ir em alguns municípios formar Com-Vida nas escolas, educar ambientalmente.. Tem sido engrandecedor participar do Coletivo, e agora nessa nova fase de transição de geração no CJ, espero ser útil e conseguir reunir mais jovens pro grupo, Vamos que vamos!

#CJ10anos
Por Juliane Botelho (CJ-MT) 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Do CJ-Piri para o mundo!

Meu nome é Raiza Goulão Henrique, atualmente sou formada em Administração e atleta profissional de Mountain Bike, moro em Pirenópolis Goiás, uma cidade pequena onde tive a oportunidade de conhecer o Coletivo jovem pelo meio ambiente, em minha adolescência e logo de cara me identifiquei com os objetivos e filosofia. O CJ me proporcionou a oportunidade de participar e organizar vários eventos onde conheci muitas pessoas e fiz muitas amizades além de sempre estar lutando pelo meio ambiente, organizamos sarau, festival de cinema e ate um encontro que foi muito legal. Agora infelizmente não tenho tempo mais de participar devido a minha profissão onde vivo viajando mas sempre busco noticias e tento ficar por dentro das ações realizadas em minha cidade. Um dia estava indo treinar no morro do frota ao lado de casa e encontrei meu grande amigo o Tadeu com uma garotada ( a nova geração do CJ), nossa fiquei tão feliz de saber que tudo que fizemos estava continuando, acho que não fiz muita coisa no pequeno tempo que passei pelo CJ, porém fico tão feliz de ter participado e ao mesmo tempo triste de não poder estar ajudando atualmente, mas aprendi tanta coisa que agora defendo o meio ambiente com unhas e dentes e ate meu artigo cientifico de final de curso na universidade foi com o tema: “ sustentabilidade e Permarcultura, um novo olhar sobre a vida”, e estou esperando conseguir um tempinho livre para fazer minha pós graduação em meio ambiente e sustentabilidade.
Um abraço a todos os membros do CJ e saibam que estamos todos juntos na luta pela proteção de nosso planeta.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

No CJ, conheci diversos jovens, troquei contatos, experiências...

Eu conheci o CJ em 2011 através de um trabalho no Núcleo de Educação Ambiental da UFSC. Um colega de trabalho que trabalha muitos anos nessa área me pediu para ajudá-lo na criação de um CJ em Itapema-SC por conta de uma Unidade de Conservação que estava para ser criada na cidade. Como a mesma ocupava 50% da área da cidade vimos a importância de conscientizar os jovens sobre a biodiversidade presente na cidade deles. Comecei então a ir atras desses jovens que fazem parte dessa bonita rede que é o CJ e ficamos sabendo do 2ª Conferência Nacional de Juventude, que ocorreu em Brasília. Conheci diversos jovens, troquei contatos, experiências e voltei pra Floripa disposta a saber se SC tinha um CJ. Fiquei sabendo que a um tempo atrás teve mas que ultimamente não se tinha mais contato desses jovens. No ano seguinte, a secretaria de educação entrou em contato com o NEAmb para saber se poderíamos representar o CJ SC no Encontro de Juventude e Educação para sustentabilidade no Rio. Através deste conheci o Jhonatan, que fez parte do CJ Goias e que agora morava em Itajaí. Nesta viagem em uma reunião da região sul começamos a contestar sobre quem é CJ e refletir sobre o trabalho que fazemos, mesmo como grupo como nós, NEAmb, Juventude e Meio Ambiente da BP3 não somos chamados de Coletivos Jovens, mas seguimos os mesmos princípios. Depois desse encontro comecei a participar de diversos eventos e a secretaria me ligou para que eu e o Jhonatan fizéssemos parte da comissão organizadora da conferência infantojuvenil como representantes do CJ. Fiquei super feliz com o convite e vi a necessidade de fortalecermos um CJ aqui em Santa Catarina. Assim que a conferência acabar, eu e o Jhonatan vamos nos reunir e reunir os pequenos grupos de juventude e meio ambiente do estado para crescer essa rede e voltarmos a ativa. Valeu galera. Sempre um prazer trabalhar e rever vocês dos CJs do Brasil.

#CJ10anos #vidalongaaocj

Por Denise Rufino (CJ-SC)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Como contribuir com a Vakinha para o ENCJ

Vamos nessa, pessoal! Você pode contribuir:
1) Doando para a Vakinha (qualquer valor, mesmo que sejam centavos... sério!)
2) Divulgando a Campanha (participando do Twittaço toda quarta-feira às 20 horas* e compartilhando no Facebook ou enviando diretamente a seus contatos pessoais)

Neste link da Vakinha tem toda a descrição do ENCJ: http://bit.ly/cj10anos

Seguem algumas ideias de mensagens que você pode publicar. É só copiar, colar e enviar ou criar suas próprias mensagens e comentários via twitter, facebook, e-mail, carta, pombo-correio:

Jovens ambientalistas precisam de você! Saiba por quê: http://bit.ly/cj10anos #CJ10Anos

Essa é a hora de contribuir para que os CJs de todo o Brasil se encontrem rumo às  sociedades sustentáveis! http://bit.ly/cj10anos #CJ10Anos

Ajudem nesta Vakinha! Pode ser qualquer valor, entre nos links e conheça o projeto: http://bit.ly/cj10anos Se você ajuda, o ENCJ acontece!

Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente. Vamos fazer acontecer? http://bit.ly/cj10anos

Twittaço #CJ10Anos - Faça o Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente acontecer: http://bit.ly/cj10anos

Dica do Dia! Assista http://www.youtube.com/watch?v=NxCKZtvAZXY e participe aqui: http://bit.ly/cj10anos

Em prol do Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente #CJ10Anos http://bit.ly/cj10anos

Redes e conexões por um mundo melhor! Envolva-se #CJ10Anos http://bit.ly/cj10anos

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3. Clique em "Schedule Tweet" e marque a data e horário, ai é só clicar em tweet e pronto.

Em coletivo, vivendo a diversidade (da Juventude) na Amazônia.

O Pará é um estado de contrastes de todos os tipos que possamos recordar, social, cultural, de saberes e sabores. É também um Estado de desafios, pela sua malha geográfica, pela sua economia e por oportunismos políticos, tão comum no nosso Brasil. Ser do Coletivo Jovem Pará, me proporcionou e proporciona, conhecer, entristecer devido ao descaso do poder público, mas sobretudo, me garante a capacidade de me admirar de quão viva é a chama da esperança de um outro mundo possível em pessoas que vivem  num Estado de tamanho de  país. Me permite conhecer as diferentes expressões de juventude em uma só terra que pautam políticas, pautam amizades, uma explosão de experiências significativas das mais singelas por vezes, nem por isso menos significativas. Falar do CJ-Pa é sem dúvida ter um livro para escrever, é ter uma exposição de fotos para organizar e um mar de amigos para se contar. É nestes dez anos de estrada que, eu, Carlos Gouvêa, em coletivo, venho vivendo a diversidade da juventude na Amazônia. 
 
Por Carlos Gouvêa (CJ-PA)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Ressignificando, traçando novos ciclos e caminhos. Essa é a hora. Eis o tempo!

No princípio era o meio. O meio em que a vida, melhor, as vidas eram uma no todo. Uma no Coletivo. Um equilíbrio conquistado pela diversidade. Articuladores, cativadores, executores, sem muitas dores. Inicialmente. Descobrindo que “Aqui, um outro mundo é possível, se a gente quiser”.

No meio era o princípio. O princípio de re-articular, re-cativar, mas seguir executando, pois a mudança sempre foi contínua. Um outro mundo continuava sendo possível, porque a gente queria. E quem se atreve a dizer que não mudamos o mundo um do outro?

No fim não era o fim. O fim não chegaria. Mas haveria um tempo de redescobrir a magia e o amor para transformar e mudar. Foi preciso mais que abrir a janela e os olhos, foi preciso saltar pela janela e abrir o mundo para descobrir que o outro mundo já existia e precisava ser mostrado.
Traduzindo, resumindo ou complicando... Tudo começou em 2007, quando conheci o Cj Goiás e quando tudo e todos respiravam o mesmo ar chamado Coletivo Jovem de Meio Ambiente. Um monte de jovens apaixonados por movimentarem-se em busca do tal mundo melhor.

Nem tudo são flores e a chegada das primaveras aponta outros caminhos. Hora de recomeçar e traçar novos rumos coletivos. Hora de perceber a força da união, ainda que de poucos, que conseguiam, ainda, a muitos encantar e ainda transformar.

Mais primaveras e também alguns outonos. Deixando cair as folhas secas, a árvore consegue se renovar, dar espaço aos frutos. Ressignificando, traçando novos ciclos e caminhos. Essa é a hora. Eis o tempo! Parafraseando: Jovens, re-animai-vos.

Por Thaís Cruvinel - CJ-GO

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Na aprendizagem coletiva transformando indivíduos e coletivos

Conheci o Coletivo Jovem através de dois brothers, muito envolvido com a questão ambiental e que já desenvolvia atividades relacionada a melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida. Foi então que descobri que me encaixava no perfil, uma vez que já corria no meu sangue o encanto pela natureza. Logo, percebi que a sociedade como um todo é atravessada por heterogeneidades estruturais e por um padrão muito acentuado de desigualdades socioeconômicas e que o desrespeito com a Terra se agrava e cada vez piores as ações humanas o degradam sua beleza natural e os ecossistemas. Foi a partir daí que me dediquei a me envolver com jovens e adolescente na região onde morava e que depois germinou o Coletivo Jovem Ribeirinho, onde trabalhamos questões ambientais, construindo um processo de engajamento social, politico, cultural e ético respeitando as diversidades e atento para sustentabilidade.

A questão central que me motivou a me envolver no CJ, foram seus princípios norteadores: jovem educa jovem, jovem escolhe jovem e uma geração aprende com a outra. Princípios que remetem a questão da formação como “carro-chefe” de um processo de aprendizagem compartilhada conduzida para a transformação de indivíduos e coletivos.
O Cj teve forte influencia na minha vida e a sua ideologia me levou a formação acadêmica, que pudesse contribuir para um meio ambiente ecologicamente e equilibrado defendendo e preservando para as futuras gerações.

Por Odiel Postigo (CJ-RO)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

CJ-AM representado na Conferência de Meio Ambiente

Eleger um delegado e pautar como prioridade o Programa de Juventude e Meio Ambiente foram os principais resultados da participação do CJ Amazonas na Conferência Estadual de Meio Ambiente, nos dias 28 a 30 de agosto, na Universidade Luterana de Manaus.
Foto do CJ-AM. O delegado David Franklin está de azul, ao fundo.
Com a temática dos resíduos sólidos, as Conferências ocorrem em todos os Estados e os CJs estão presentes. "Pude ver nos grupos de trabalho que vários municípios aprovaram propostas voltadas para as juventudes do nosso estado. Foi difícil convencer os outros delegados da importância dessa proposta, mas no fim, as demandas vindas dos municípios foi um importante instrumento para a aprovação", conta o estudante de engenharia florestal, David Franklin, 21, delegado eleito que representará o CJ-AM na Conferência Nacional de Meio Ambiente.


Franklin foi eleito como delegado pelo interior do Estado e cita ainda uma irregularidade com base no regulamento da Conferência. "Não foi respeitada a paridade entre a capital e o interior. A falta de representação do interior na etapa nacional trará grandes prejuízos ao conhecimento da realidade da gestão dos resíduos sólidos no Amazonas e da forma de adequação da Política Nacional de Resíduos Sólidos nas enormes diferenças geográficas, sociais e econômicas existentes no estado do Amazonas", cita.

Programa de Juventude e Meio Ambiente
Durante anos, os Coletivos Jovens de Meio Ambiente e a Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, bem como outros coletivos e movimentos relacionados à temática pautam e articulam as necessidades em prol de um Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente. Recentemente, foi realizada uma consulta pública fechando os trabalhos de um GT Interministerial constituído pela SNJ, MEC e MMA. Pontuar essa demanda como prioridade nas Conferências de Meio Ambiente é um passo importante para a institucionalização do Programa.

E no seu Estado, você está acompanhando as Conferências? E o andamento do Programa? Compartilhe sua experiência nos comentários ou mesmo envie sua notícia!


Um novo jeito de pensar, um novo jeito de agir

O Coletivo Jovem (CJ) entrou na minha vida de repente e logo já me encantou. 
O que mais gosto do CJ é que ele me faz pensar sobre diversos assuntos referentes ao meio ambiente, nos quais eu antes do CJ, não me importava. Hoje, com meus 14 anos, eu tenho um grande prazer em dizer que sou do CJ-Piri. 
O CJ trouxe pra mim um novo jeito de pensar, um novo jeito de agir. Ele abriu minha mente totalmente sobre esses assuntos. As minhas expectativas no CJ é sempre crescer, aprender com os mais antigos no coletivo, e isso é muito bom, é uma troca de aprendizado, de experiências que eu quero levar para a vida toda. Eu me sinto muito bem no CJ. Eles me acolheram muito bem, e não tenho a mínima vontade de me afastar do coletivo.
 

Por Ilana Leal Pina (CJ-GO)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Aproximando pessoas maravilhosas

"Minha trajetória no CJ sempre foi muito linda, me aproximou de pessoas maravilhosas e me proporcionou realizar o Ecoporto, ser membro na CIEA-BA e construir a Educação Ambiental no Estado da Bahia"

Por Marina Luna (CJ-BA)

Coletivos Jovens se fazem presentes em Brasília

IV CNIJMA - construção metodológica

No contexto do lançamento do Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente, integrantes dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente estiveram presentes em reunião com a equipe da Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, a fim de contribuir na construção metodológica da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Os Coletivos Jovens de Meio Ambiente são tradicionalmente parceiros na realização das Conferências Infanto-juvenis pelo Meio Ambiente, tendo facilitado os momentos formativos destes processos a partir do princípio "jovem educa jovem". Mas esta, é a primeira vez em que os CJs participam deste processo de elaboração. Ficou sob responsabilidade dos CJs a condução de pelo menos dois momentos na programação da IV CNIJMA. Um deles, o Túnel do Tempo: Construindo e Vivenciando a História dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, que pretende ser um espaço permanente e vivencial que ajude a contar a história de 10 anos dos CJs e do seu envolvimento com os processos de Conferência. Outro momento a ser conduzido pelos CJs será o Momento Com-Vida, que busca inteirar e mobilizar os delegados e delegadas (estudantes entre 11 e 14 anos) para o pós Conferência, na criação e fortalecimento das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas.

ENCONTRO DOS 10 ANOS DOS CJS
Aproveitando a oportunidade dos jovens dos CJs estarem presentes nesta visita ao Ministério da Educação, os mesmos apresentaram o projeto do Encontro Nacional dos Coletivos Jovens, solicitando apoio para a sua realização. O MEC sinalizou apoio do ponto de vista da infra-estrutura do evento, que pretende comemorar, registrar e dar visibilidade aos processos de (trans)formação provocados pela atuação dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente ao longo de seus 10 anos de história; de reconhecer e (re)significar a(s) Identidade(s) dos CJs e de dialogar as perspectivas do movimento para os próximos anos.



Participaram deste momento, elos da REJUMA representados pelo CJ-GO, CJ-RN, CJ-ES, CJ-PR. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

As histórias que escrevi e as que contei depois sobre o CJ... mudaram por definitivo a minha vida!

Sou Wilberth e vou contar um pouco da minha história no CJ e de como me tornei o Wil-0800. Comecei meus trabalhos de envolvimento com questões socioambientais e de juventude ainda no ano de 2000. Em dezembro de 2004 conheci uma garota, ou melhor, ela se apresentou e me convidou para participar de um encontro, que a galera de um tal de Coletivo Jovem estava organizando para o final de semana seguinte e que eu não ia precisar pagar nada para participar e que ia ser muito legal! Fiquei curioso e pensava se aquilo poderia ser verdade ou não. Mais fiquei com vontade de ir... E fui.

Andei um bom e bocado pedaço de asfalto perdido sem saber se o lugar que aquela menina me descreveu realmente existiria, já que nem o motorista e nem o cobrador do ônibus sabiam onde ficava o tal lugar. Andei, andei e andei mais um pouco até cair a noite... Mas finalmente encontrei o lugar do encontro. Este encontro foi o I Encontro Capixaba da Juventude pela Sustentabilidade, em dezembro de 2004, na Fazenda Gileade, Guarapari-ES.

Deste momento em diante já não seria mais possível diferenciar a minha pessoa do CJ. E em 2005 este fato se confirmou no II Encontro Nacional da Juventude pelo Meio Ambiente, em Brasília. Foi o que maior aconteceu na minha vida! As pessoas que conheci, as histórias que escrevi e as que contei depois deste encontro mudaram por definitivo a minha vida e de muitos que conviveram e convivem comigo.

Sempre com um violão do lado como companheiro, tocando uma música aqui e ali, no GIN (ops, isso não pode dizer), nas noites e manhãs dos Encontros do CJ e na Conferência.

Pequeno e de cabelos encaracolados acompanhado de seu violão, Wilberth, ou melhor "Wil-0800", nome dado pela maneira que tratei @s nov@s amig@s do CJ, Acho que foi o... da Paraíba que me deu este nome e de lá para cá, é assim que me apresento. Das vivências que tive a partir destes encontros, fui aprendendo tantas coisas e para tantos lugares viajei... Hoje, é tudo que eu quero continuar fazendo, aprendendo e dividindo com quem chega para conversar, ouvir um som...

Aqui onde moro, temos um Coletivo, chamado Coletivo Jovem Região Formate (www.regiaformate.blogspot.com), que além das questões socioambientais, discutimos mais um monte de assuntos que permeiam a vida da juventude, dentre os quais cito: a 1ª Conferência Livre de Juventude da Cidade de Viana, Debate eleitoral entre os candidatos à prefeitura desta cidade, a criação de um cineclube chamado Cinevia: Rodando Cultura, e o 1º Dia D dos Movimentos Sociais de Viana.

Bom, um pouco da minha história é esta. Nos vemos um dia desses... Grande abraço Coletivo!

Por 
Wilberth Silva (Wil-0800) - CJ-ES

Meu testemunho de CJtinha...

Sou Thaís Carneiro, de Tailândia, interior do Pará, militante do movimento estudantil secundarista brasileiro e eu também já fui uma “cejotinha”! Em 2008, quando tinha 13 anos, cursando a 8ª Série do Fundamental em minha cidade, participei da III Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente (CIJMA). Construímos a conferência na escola, o projeto que minha turma havia apresentada do qual era uma das formuladoras passou para a etapa municipal, desta passou para a Etapa Regional. Nosso projeto era sobre a criação de uma Horta Orgânica na escola. Defendi-o em todos os espaços até chegarmos na Etapa Estadual da Conferência, nesta não passamos, mas um outro projeto de nossa cidade chegou a ir para a etapa mundial em Roma, ficamos muito felizes por eles, este era sobre a arborização em um distrito da cidade. Ambos não foram implementados até hoje: nem a horta orgânica na escola e muito menos o plantio de árvores no distrito. Lhes conto por alto esse momento de minha vida para que entendam melhor o que se segue. A CIJMA foi o primeiro espaço de participação ativa em que me inseri na vida cidadã e foi com certeza decisivo sobre o que me tornei. Nesse mesmo ano eu estava iniciando a militância no Movimento Estudantil, havia assumido o Grêmio de minha escola, que fundamos e vencemos a eleição no final do ano anterior, 2007. Era tudo muito difícil, eram poucos os colegas que realmente participavam ativamente. A gestão que ajudei a tocar aconteceu paralelamente à participação na Conferência e àquela altura da pequena vida, na adolescência, tudo era muito intenso. Eu estava me achando no mundo com todas aquelas idéias para mudar a escola e portanto o mundo, o nosso mundo, meu e de meus colegas! Era excitante, tudo o que já pensava desde os 9 anos estava começando a tomar forma, eu iniciava na correria das organizações.

Meu empenho forte na área ambiental parou por ali. Segui no Movimento Estudantil, disputei com outros colegas que já eram “companheiros” o grêmio de minha escola de Ensino Médio duas vezes. Perdemos. Fundamos a UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) de Tailândia (UMEST). Fui diretora de Relações Públicas e depois de Formação Política e Social, cargo em que me empenhei para emancipar politicamente meus colegas estudantes. Fazia coisas como palestras sobre o ECA com estudantes do Ensino Fundamental, ajudava a “formar” os outros diretores em suas pastas, inclusive Meio Ambiente, conquistava outros para a Organização Estudantil. Com certeza foi o momento mais lindo de minha vida até aqui! Nesse meio tempo eu e meus companheiros já nos organizávamos em uma força política (grupo que disputa o Movimento) do Movimento Estudantil nacional, o Movimento Mudança. A “Mudança”, como somos chamados era e é ainda hoje a única força do ME secundarista que pauta Meio Ambiente no âmbito do movimento e da escola e diferente de muitos outros grupos da militância tradicional estudantil, sobre a ótica da Educação Ambiental.

Desde o final de 2011, após a realização do 39º Congresso da UBES (CONUBES), estou vice-presidente desta entidade que tem a missão de representar todos os mais de 53 milhões de estudantes secundaristas do país, a Gloriosa União Brasileira dos Estudantes Secundaristas! Da experiência que tive no começo de minha vida política, a participação na III CIJMA, trouxe muitos sonhos que ainda estou construindo na UBES. A importância da existência do Grêmio Estudantil e da Com-Vida (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) e em harmonia na escola, construindo-se os dois coletivamente pelos estudantes é uma das maiores questões que levanto em minha atuação, justamente porque sei da necessidade de ambos para a construção de uma nova cultura política, de um outro modo de relação entre homem-ambiente-natureza a partir da participação e organização iniciada dentro da escola, que é uma das Instituições mais importantes para a formação do ser humano e onde realmente podemos combater com efetividade os preconceitos, opressões e modos ultrapassados pensar e agir que nos moldam apenas mais máquinas para a manutenção da velha engrenagem no sistema que esta dado. É porque sei da vitalidade de todos esses sonhos, instrumentos e pessoas para a construção de uma nova ordem societária e disso, encho a boca para falar: Eu aprendi na base! Foi por essa compreensão que durante a Cúpula dos povos/Rio + 20 ano passado empenhei meu máximo na organização e realização do I Seminário de Meio Ambiente da UBES, espaço que reuniu estudantes de todas as regiões do país para o debate em torno do tema. Foi algo pequeno em comparação ao que eu e alguns companheiros queríamos, mas foi tão importante que mais que repercutir em outros espaços que ocorreram durante aqueles dias no Rio de Janeiro, hoje já há a consciência de vários outros grupos do Movimento Estudantil Secundarista da importância e necessidade de se pautar a temáticas envolvidas em torno do meio ambiente tanto no movimento, como na escola e melhor: Há o comprometimento de vários atores da militância estudantil para com a realização de um Encontro de Meio Ambiente da UBES, que pelo que sonhamos, deverá reunir estudantes secundaristas em algum momento da próxima gestão da entidade para se debruçar sobre tudo que permeia esta pauta.

Sigo acreditando na necessidade de a partir do envolvimento dos agentes que atuam no cotidiano da sociedade trabalharmos todos juntos a construção de um outro mundo possível a partir das fendas lamentáveis existentes neste! Sigo com outros militantes, companheiros, estudantes tentando conciliar a construção do Grêmio com a Com-Vida que muitas vezes são postos de lados opostos, um em detrimento de outro no ambiente escolar, quando na verdade, são ambos instrumentos legítimos de jovens pessoas para a construção de um melhor ambiente escolar, de uma realidade mais sustentável! A participação naquela Conferência la nos altos dos meus 13 anos de idade foi decisiva sobre tudo o que penso e faço hoje e quero para a educação, o Brasil, o mundo e as pessoas. Acredito que ela, mesmo com problemas que precisam ser vistos e resolvidos, é crucial para a construção desse novo mundo que tanto todo mundo fala. As Conferências, as Com-Vidas, os Grêmios, os Sindicatos, os Coletivos e principalmente: os sonhos e as pessoas, porque estas são o mais importante!